eu sinto falta. sou feita de carne e osso e unhas e uma pitada de desconexão com a realidade que não me permite perceber nada até que caia no meu colo ou bata na minha cara - ou qualquer outra metáfora que explique o contrário e a consequência de se empurrar com a barriga. dói e sangra tanto em mim quanto pra vocês. eu agarro minha culpa; a olho de todos os ângulos, seguro-a de cabeça para baixo. reescrevo os diálogos e marco no calendário e sei, sei que passou tempo demais. além do que deveria. muito para agora voltar atrás e retomar os dias do início. a consciência de que eu teria feito tudo diferente somente me consome e a incerteza de minha própria capacidade de me levar a sério me deixa isto:
não tenho o que oferecer.
nada.
chego de mãos abanando e é porque meu arrependimento é o que me resta e não pode ser vendido em troca de perdão.
mas sou feita de carne e osso e unhas e meus pés agora tocam o chão.
espero que seja um começo.
não tenho o que oferecer.
nada.
chego de mãos abanando e é porque meu arrependimento é o que me resta e não pode ser vendido em troca de perdão.
mas sou feita de carne e osso e unhas e meus pés agora tocam o chão.
espero que seja um começo.
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