preciso me abster mas não consigo. não sou capaz de aguentar a responsabilidade nem do que me traria, finalmente, paz.
assim tudo se resume a nada. diminuímos tanto tudo e todos e evaporamos. não existe mais o cru.
as raízes se infiltraram no fundo desse universo paralelo e quase abstrato que alimentamos sem parar, incansavelmente nos conformamos cada vez mais com o que é superficial.
quero me unir. aqui, desse lado. onde existe o toque dos dedos e o desconforto-confortante do olho no olho. que por algumas horas, um dia, possamos deixar guardado na gaveta todo esse contato falso.
não quero, no entanto, o clichê. não planejo iniciar uma grande reflexão, muito menos causar comoção com o quanto não suporto mais. quero
paz.
pazpazpazpazpazpaz.
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